O que um julgamento infundado nos pode ensinar?

A Mãe de L. convidou-me a participar numa sessão mensal de desenho, no último Domingo de cada mês, a ter lugar ao ar livre ou em casos pontuais ou que o clima não favoreça, em sua casa das 18h às 20h.

Até aqui nada de especial, dirão e, acrescento, que o que tem de mais especial é que é desenho / pintura, mas de observação e sentimento muito mais do que a vista ou a “janela no sítio certo”.

Mas o que para mim é mais especial é a forma como se chegou a estes encontros de partilha há 2 anos atrás.

A L. tem demonstrado uma enorme capacidade para desenho e no início do ano, ao mudar de professor de E.Visual, esta pede aos alunos que façam em casa um desenho específico. A L. sendo bastante criativa, não se limitou a fazer apenas o pedido, mas completou o “quadro” e ao apresentá-lo à professora, esta fez o comentário “da próxima vez quero que sejas tu a fazer o desenho sem ajuda lá em casa.”

Claro que este incidente marcou a relação entre estes 2 seres, mas, felizmente, que não afectou a criatividade de L. que mencionou á mãe que gostaria de praticar e alargar a sua criatividade.

No final do ano a Mãe de L. procura uma forma de ajudar a filha a alargar os seus dotes numa actividade extraescolar e tem a sorte de encontrar um professor que veio a estimular aquela capacidade. E assim começaram os encontros mensais.

Nunca te deixes abater com a opinião / julgamento dos outros. Faz dessa questão uma mais valia, transforma-a numa força extra para a tornares numa situação benéfica e vantajosa para ti.

As palavras e as atitudes ficam com quem as tem, ao nós, compete-nos saber lidar e aprender com as situações mais adversas e transformá-las em aprendizagem e sabedoria.

 

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